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Resumo em 10 segundos

Ações a 8x lucro parecem uma pechincha — mas e se o desconto real estiver na renda fixa? 📉🧵

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A Bolsa brasileira está “barata” há tanto tempo que a palavra perdeu o efeito? 📉 A Kinea provoca: o desconto não está nas ações — está nos juros. E se o investidor estiver olhando para o lugar errado? 🧵

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O Ibovespa negocia perto de 8x o lucro projetado para 12 meses, abaixo dos 10x históricos. Parece oferta? Mas por que pagar mais por ações se a taxa livre de risco já é extraordinariamente alta?

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O prêmio de risco das ações — retorno extra sobre títulos públicos — está em cerca de 4%, abaixo da média histórica de 5%. A pergunta incômoda: para correr o risco da Bolsa, esse prêmio realmente compensa?

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A fragilidade vai além do múltiplo. Em dólar, o lucro das empresas listadas está 36% abaixo de 2010. Se o lucro não cresce de forma consistente, comprar Brasil vira investimento ou uma aposta no momento certo de entrada e saída?

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E nem todas as empresas vivem o mesmo Brasil. Em 10 anos, produtoras de commodities elevaram lucros nominais em 16,5% ao ano; negócios domésticos, só 3,5% — abaixo do IPCA médio de 5%. Faz sentido tratar a Bolsa como um bloco único?

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A Kinea sugere separar os perfis: utilities e incorporadoras ligadas ao Minha Casa, Minha Vida podem resistir melhor à Selic alta; bancos e varejistas podem disparar se juros caírem. Mas e se o ajuste fiscal não vier e a Selic ficar em dois dígitos?

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A questão não é apenas “Bolsa está barata?”. É: barata para quem, por quanto tempo e contra qual alternativa? Com juros altos, o custo de esperar é enorme — e o custo de errar numa ação cíclica também. Talvez o maior risco seja confundir múltiplo baixo com margem de segurança.

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