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🐕‍🦺 Cães treinados já ajudam pecuaristas a reduzir tempo de manejo, apoiar equipes e diminuir o estresse dos rebanhos.

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🐕‍🦺 Border Collies estão se tornando aliados estratégicos da pecuária brasileira. Treinados para conduzir bovinos e ovinos, os cães ajudam a acelerar o manejo, reduzir custos operacionais e diminuir o estresse dos rebanhos. 🧵

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O avanço aparece nos registros: a Associação Brasil Border Collie (ABBC) registrou cerca de 400 cães de trabalho em 2016. Para 2026, a projeção é chegar a 10 mil animais registrados, segundo o presidente da entidade, Heder Mello.

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O número real pode ser bem maior. A estimativa da ABBC é de cerca de 40 mil cães de pastoreio atuando em propriedades brasileiras, incluindo animais ainda sem registro formal.

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Na prática, um Border Collie treinado pode conduzir lotes de 200 a 300 bovinos em campo aberto, dependendo do treinamento e da estrutura da fazenda. É uma capacidade que antes demandaria vários peões a cavalo.

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O impacto é também na organização do trabalho: segundo a associação, um funcionário acompanhado por cães treinados pode executar recolhimentos que antes exigiam até três pessoas. Uma tarefa que ia até o fim da tarde pode terminar ao meio-dia.

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Além do ganho de tempo, os cães são usados em manejos de curral, vacinações e protocolos de inseminação. A condução mais controlada tende a reduzir correria, acidentes e lesões — para o rebanho e para as equipes.

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Mesmo com o crescimento, o uso ainda é limitado diante das mais de 5 milhões de fazendas com criação de bovinos no país. O Border Collie não substitui qualificação, estrutura e boas práticas: amplia a eficiência quando integrado a elas.

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