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Uma dívida de R$ 1,4 bilhão colocou a dona de Guarulhos e da Linha Amarela no centro de uma negociação que pode redesenhar seu comando. ✈️📊

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O Bradesco propôs uma saída para a dívida da Invepar — dona de ativos como o Aeroporto de Guarulhos e a Linha Amarela. Mas o fôlego financeiro viria acompanhado de uma mudança profunda no comando da empresa. ✈️🧵

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A história começa com um passivo de cerca de R$ 1,4 bilhão. Desde o ano passado, a Invepar enfrenta dificuldade para pagar credores e chegou a interromper pagamentos. Do outro lado estão bancos e fundos de pensão de grandes estatais.

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Petros, Previ e Funcef não são apenas acionistas: também têm debêntures da Invepar. Os fundos já aceitaram adiar R$ 442 milhões que venceriam em agosto para dezembro — um primeiro sinal de que a negociação virou inevitável.

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O Bradesco, que negocia ao lado de BB, Itaú e BTG, quer empurrar R$ 655 milhões em vencimentos para 2033. Parte desses títulos ainda poderia virar participação acionária, dependendo do aval dos atuais controladores.

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A proposta inclui viabilizar a compra de R$ 200 milhões em ações. Com isso, o Bradesco poderia chegar a 25% da Invepar, enquanto os fundos de pensão teriam sua fatia diluída. É uma reestruturação financeira com efeito direto sobre o poder.

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Em troca, o banco quer assento no conselho, indicar o diretor financeiro e influenciar a escolha do novo CEO da Invepar. Na prática, quem ajuda a resolver a crise passaria a ter voz decisiva na gestão de ativos essenciais.

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Ainda não há resposta definitiva dos fundos ao memorando assinado em junho; o Bradesco pediu mais 60 dias de exclusividade. O desfecho mostrará até onde credores podem avançar na governança — especialmente quando infraestrutura e poupança de trabalhadores estão na mesa.

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