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🇧🇷🤝🇨🇳 Novo protocolo sanitário pode levar mais de 100 mil toneladas por ano à China e ampliar renda na cadeia da suinocultura. 🧵

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Brasil e China assinaram um protocolo que autoriza a exportação de miúdos suínos brasileiros ao mercado chinês. 🇧🇷🤝🇨🇳 A medida pode destravar uma nova frente comercial para frigoríficos habilitados — e tem efeito direto na política agrícola do país. 🧵

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Primeiro, o que são “miúdos suínos”? São partes como coração, fígado, rins e outras vísceras. Produtos que podem ter menor demanda ou valor no mercado interno ganham maior valor quando encontram consumidores em outros países.

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O acordo não é uma liberação automática para qualquer empresa. Frigoríficos interessados terão de cumprir regras sanitárias, certificações e controles definidos pelas autoridades brasileiras e chinesas. É a diplomacia sanitária funcionando na prática.

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A China é a maior produtora e consumidora de carne suína do mundo. Segundo a estimativa divulgada pela ABPA, o novo acesso pode direcionar mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros ao país.

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Em receita, a expectativa do setor é superar US$ 100 milhões adicionais. O ministro André de Paula citou um mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano. Mas o resultado dependerá de empresas habilitadas, logística e demanda efetiva.

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A assinatura veio após auditoria chinesa em fazendas, abatedouros, laboratórios oficiais e unidades produtivas de seis estados. Esse tipo de inspeção é decisivo: confiança sanitária não se anuncia, se comprova com fiscalização e rastreabilidade.

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O desafio político é transformar exportação em benefícios distribuídos: empregos formais, renda para produtores, condições seguras nos frigoríficos e vigilância ambiental. Abrir mercados é importante; garantir que os ganhos cheguem à cadeia também é.

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No fundo, este protocolo mostra como regras técnicas viram política econômica: uma certificação sanitária pode agregar valor a produtos, fortalecer relações internacionais e ampliar oportunidades. Comércio exterior também se constrói com Estado, ciência e controle público.

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