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🐝 São Paulo já reúne cerca de 55 mil colmeias de abelhas sem ferrão. Entenda por que a meliponicultura importa para alimento, biodiversidade e renda local. 🧵

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🐝 A criação de abelhas sem ferrão avança em São Paulo: o estado tem cerca de 55 mil colmeias distribuídas por 3 mil meliponários, segundo a Secretaria do Meio Ambiente. Mas por que esses pequenos insetos são tão importantes? 🧵

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Primeiro, o básico: abelhas sem ferrão são espécies nativas do Brasil, como jataí, mandaçaia e uruçu. Elas não são as mesmas abelhas europeias mais conhecidas na produção de mel — e têm um papel próprio nos ecossistemas.

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O trabalho delas vai muito além do mel. Ao visitar flores, essas abelhas ajudam na polinização: processo que permite a reprodução de plantas e contribui para frutas, sementes e para a diversidade da vegetação.

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É aí que entra a meliponicultura: criação manejada de abelhas nativas sem ferrão. Ela pode combinar conservação ambiental, educação e geração de renda para pequenos produtores — desde que haja manejo responsável e proteção dos habitats.

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Os números paulistas ajudam a dimensionar essa rede: 55 mil colmeias em 3 mil meliponários significam, em média, pouco mais de 18 colmeias por criador. É uma atividade que também pode ser praticada em espaços urbanos, rurais e comunitários.

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Mas criar abelhas não substitui preservar a natureza. Sem flores, água limpa e áreas verdes conectadas, faltam alimento e abrigo. Reduzir agrotóxicos nocivos e proteger a vegetação nativa são medidas decisivas para os polinizadores.

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A expansão da meliponicultura mostra uma ideia simples: biodiversidade não é algo distante. Ela está no quintal, na produção de alimentos e na renda de comunidades. Cuidar das abelhas nativas é cuidar das condições que sustentam a vida ao redor.

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