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Resumo em 10 segundos

🌾 Setecentos novos mercados podem redesenhar a presença brasileira nas mesas do mundo — e também o debate sobre empregos, infraestrutura e sustentabilidade. 🧵

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O Brasil quer transformar sua força no campo em liderança global: Geraldo Alckmin anunciou a abertura de 700 novos mercados agrícolas e disse que o país mira ser o maior exportador mundial de alimentos até o fim de 2026. 🌾🧵

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A história começa longe das lavouras: em negociações sanitárias, acordos comerciais e portos. Cada mercado aberto significa que um produto brasileiro passou a cumprir regras de outro país — um processo técnico, lento e decisivo.

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Na prática, a aposta é levar mais carnes, grãos, frutas, café e alimentos processados para diferentes destinos. Quanto menos dependência de poucos compradores, maior a proteção contra crises, barreiras comerciais e oscilações de preço.

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O governo associa essa expansão à criação de empregos. Mas o tamanho do ganho dependerá de como a cadeia se organiza: produtores familiares, cooperativas, transporte, armazenagem e indústria local precisam participar para que a renda circule.

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Também há um desafio que viaja junto em cada contêiner: crescer sem ampliar desmatamento e desperdício. Rastreabilidade, fiscalização ambiental e logística de menor emissão podem definir a competitividade brasileira nos mercados mais exigentes.

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Setecentos mercados abertos são uma porta; atravessá-la exige planejamento público, infraestrutura e qualidade constante. Se a meta de 2026 se confirmar, o Brasil não exportará apenas mais comida — exportará o modelo de produção que escolheu construir.

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