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🌎 Do agro à energia renovável, passando por IA e minerais críticos: o Brasil reúne vantagens raras. O gargalo é converter potencial em investimento real. 🧵

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O Brasil tem ativos cobiçados em uma economia global em rearranjo — mas isso ainda não basta para atrair capital na escala necessária. 🌎📈 O recado do Fórum Agenda Global 2026, em Nova York, foi claro: potencial sem previsibilidade vira oportunidade perdida. 🧵

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Na abertura do evento do Valor Econômico com a Amcham Brasil, a diretora Maria Fernanda Delmas resumiu a missão: aproximar visões, construir pontes e encontrar combinações concretas. Em meio à ONU e à Climate Week, o timing é estratégico.

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O país tem uma lista difícil de ignorar: produção de alimentos em escala, matriz energética diversificada e mais renovável, biodiversidade, recursos naturais, agronegócio competitivo e parque industrial sofisticado.

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Há ainda novas frentes de negócio: infraestrutura digital, data centers, cadeia de minerais críticos e biocombustíveis. São setores no cruzamento entre transição energética, segurança econômica e corrida por inteligência artificial.

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Mas Abrão Neto, da Amcham Brasil, fez o ponto central: tecnologia, clima, energia, competitividade e segurança não são agendas isoladas. Empresas e governos tomam decisões olhando essa equação inteira — sob forte pressão geopolítica.

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A geografia voltou ao centro do capitalismo. Rotas comerciais, cadeias produtivas, acesso a energia e minerais e localização de fábricas passaram a pesar mais. Num mundo de blocos e disputas, o Brasil pode ganhar relevância — se reduzir suas próprias incertezas.

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O desafio empresarial e público é transformar vantagem comparativa em vantagem competitiva: regras estáveis, licenciamento eficiente, infraestrutura, qualificação profissional e inovação. Sem isso, recursos naturais podem gerar exportação, mas não necessariamente valor agregado.

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A pergunta não é se o Brasil tem ativos para a nova economia. Tem. A pergunta é se conseguirá coordenar diálogo, planejamento e execução para que a transição global gere investimento produtivo, empregos de qualidade e inovação local — e não apenas mais extração.

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