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Resumo em 10 segundos

Do boteco virtual de Capote à Guerra de Canudos em Hell Clock, estúdios brasileiros apostam em cultura local e projetos independentes. 🎮🇧🇷

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🎮🇧🇷 O Brasil entra no jogo com uma aposta cada vez mais clara: transformar referências locais em games para o mundo. Capote, da Luski Game Studio, recria um boteco virtual com truco, 21, cachorro caramelo e carteado. 🧵

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Lançado por um estúdio fundado em 2019, Capote nasceu para emular rituais de socialização brasileiros. A produtora Camila Bothona resume a ideia: levar a experiência de bar a quem quer jogar, mas não tem companhia.

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A tendência já ganhou um nome no setor: “Brasilcore”. Ela reúne jogos que usam história, personagens e hábitos nacionais como base — de Hell Clock, ambientado na Guerra de Canudos, a Dandara, inspirado na líder quilombola.

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Outro exemplo é Pimbolas, da Nano Knight Studio: uma releitura fantástica do pebolim. Feito com tempo e dinheiro dos três sócios, o jogo vendeu 3 mil cópias no primeiro mês, segundo o estúdio.

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Para Davi Baptista, da Nano Knight e professor da FIAP, a ambição mudou. Se antes muitos estudantes queriam criar “o próximo God of War”, hoje as demissões em grandes empresas globais ampliam o interesse por produções independentes.

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A estratégia é reduzir riscos: projetos menores, prazos mais realistas e vários lançamentos para sustentar o estúdio, em vez de concentrar recursos em um único game de alto custo. É um modelo relevante num mercado de financiamento limitado.

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O desafio inclui vencer a desconfiança doméstica. Paula Guilherme, designer da Luski, aponta o receio de parte do público em comprar jogos nacionais. Ao mesmo tempo, o país movimenta R$ 13 a 15 bilhões por ano com games.

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Segundo a Pesquisa Game Brasil 2026, 75,3% dos brasileiros jogam regularmente, e a geração Z responde por 36,5% desse consumo. O potencial existe: converter esse público em apoio consistente aos criadores locais pode fortalecer todo o ecossistema.

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