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Uma barreira histórica da ciência brasileira acaba de cair: acesso aberto em revistas da Nature sem custo direto aos autores. 🔬🇧🇷

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Publicar na Nature podia custar até US$ 12.850 — cerca de R$ 69 mil por artigo. Agora, pesquisadores brasileiros elegíveis poderão publicar em acesso aberto no portfólio Nature sem pagar essa conta diretamente. 🔬🇧🇷 🧵

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A mudança começou em 1º de setembro, como ampliação do acordo entre a Capes, ligada ao MEC, e a Springer Nature. É a continuação de uma parceria que já cobre leitura e publicação em mais de 1.800 periódicos híbridos da editora.

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A história por trás do anúncio é conhecida por quem faz ciência: depois de financiar a pesquisa, montar equipe, coletar dados e escrever o manuscrito, muitos autores ainda encontravam uma última barreira — a taxa para tornar o estudo aberto ao público.

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Essas taxas têm nome: APCs, ou custos de processamento de artigo. Em revistas de altíssima seletividade, elas podem excluir grupos de pesquisa com menos recursos, mesmo quando o trabalho tem qualidade para competir internacionalmente.

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Com a ampliação, entram títulos como Nature, Nature Medicine, Nature Communications e Nature Ecology & Evolution. A avaliação editorial continua rigorosa; o que muda é a possibilidade de publicar sem transformar o orçamento do laboratório em obstáculo final.

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O acordo vai até dezembro de 2028 e tem custo informado de US$ 59,8 milhões para o período. Nos primeiros seis meses de vigência, mais de 4.000 artigos já foram publicados. O alcance não é só acadêmico: acesso aberto permite que qualquer leitor chegue aos resultados.

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A ciência brasileira não fica automaticamente mais forte por aparecer numa capa prestigiosa. Mas, quando conhecimento produzido com apoio público pode circular sem paywall, ele ganha mais chance de ser lido, testado, citado e virar solução no mundo real.

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