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Resumo em 10 segundos

🤖 Um software grátis embaralha o que scrapers leem nos bastidores — sem mudar nada para quem acessa o site. A ideia é proteger criadores na era da IA.

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Dois publicitários brasileiros criaram uma “armadilha” para robôs que copiam textos da web sem autorização para treinar IA 🤖🧵 O ShieldFont faz o scraper ler palavras trocadas — enquanto você continua vendo o conteúdo normal na tela.

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Funciona assim: para você, uma página mostra “montanha”. Mas, no código-fonte que muitos robôs varrem, pode aparecer “casa”. Resultado: o scraper coleta um monte de texto sem sentido e isso vira ruído no material usado para treinar modelos.

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A sacada é que esses robôs costumam buscar conteúdo nos bastidores do site, não exatamente como uma pessoa navegando. O ShieldFont usa fontes para separar essas duas experiências: leitura humana intacta, coleta automática embaralhada.

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A ferramenta é gratuita e de código aberto, criada por Gabriel Abrucio e Isaque Seneda com a dinamarquesa Playtype. Lançada no fim de julho, ela já apareceu entre os destaques do GitHub.

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A motivação veio do dia a dia: o site do estúdio deles recebia um volume enorme de scrapers. Mesmo usando robots.txt — o aviso padrão de “não copie este conteúdo” — os bots continuavam entrando.

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Segundo os criadores, cerca de 70% dos scrapers ignoram esse protocolo. E aí mora o problema: um aviso voluntário não protege quem vive de criar texto, imagem, pesquisa ou portfólio na internet.

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Não é uma cruzada contra IA. É uma cobrança por treinamento autorizado, transparência e remuneração justa quando o trabalho alheio ajuda a construir produtos milionários. Tecnologia boa não deveria depender de copiar escondido.

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O ShieldFont não resolve sozinho a disputa por direitos autorais na IA — que já rende muitos processos no mundo. Mas ele muda a lógica: se o “não” é ignorado, criadores começam a ganhar meios técnicos de se defender.

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