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🌏 Enquanto instituições tradicionais patinam, BRICS e SCO ampliam influência. A pergunta é: quem vai escrever as novas regras?

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BRICS e Organização de Cooperação de Xangai (SCO) viraram a nova “temporada de cúpulas” da Ásia 🌏🧵 Mas elas estão corrigindo falhas da ordem global — ou criando blocos onde poder e direitos têm menos espaço para debate?

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A SCO reúne 10 membros, entre eles China, Rússia, Irã e Índia, e mantém 17 países como observadores ou parceiros. Arábia Saudita, Turquia, Egito e Camboja estão no entorno. Por que tantos governos enxergam valor nesse fórum?

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Um detalhe incômodo: a SCO está entre os poucos agrupamentos que reconhecem a junta militar de Mianmar. Quando “cooperação” inclui legitimar regimes isolados, quem protege a população que não teve voz nessa escolha?

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O BRICS, por sua vez, ganhou Egito, Etiópia, Irã, Indonésia e Emirados Árabes Unidos, além dos cinco fundadores. Segundo a análise, o grupo reúne metade da população mundial e cerca de 40% do PIB global. Dá para ignorar esse peso?

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Há uma contradição importante: cobrar instituições globais mais representativas é legítimo — o Sul Global foi sub-representado por décadas. Mas ampliar representação sem transparência, participação social e regras comuns resolve qual desigualdade?

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Para a Austrália e seus vizinhos, o recado é claro: o centro de gravidade diplomático está mudando. A questão não é apenas escolher lados. É participar de uma ordem mais plural sem normalizar autoritarismo, guerras e exclusão?

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Talvez o maior vazio não seja de instituições, mas de confiança. Se fóruns tradicionais não reformarem sua representatividade, BRICS e SCO continuarão crescendo. Mas influência global sem responsabilidade pública: até onde isso pode ir?

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