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Resumo em 10 segundos

O BRICS cresceu, mas a cúpula de 2026 mostrou que ampliar o grupo não significa criar consenso. 🌍🧩

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A cúpula do BRICS em Nova Délhi terminou com uma declaração conjunta, mas deixou uma sensação bem clara: o bloco está maior — e muito menos alinhado. 🌍🧵

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O tema oficial foi “Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Bonito no papel. Só que, na prática, havia membros em conflito entre si e alianças militares apontadas contra outros integrantes do próprio grupo.

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Em maio, os chanceleres do BRICS nem conseguiram divulgar um comunicado conjunto. O ponto mais espinhoso: a guerra no Oriente Médio. Irã pediu condenação a violações do direito internacional; os Emirados Árabes Unidos rejeitaram a posição.

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E não foi um episódio isolado. Em 2025, Egito e Etiópia já haviam travado um texto sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, ao questionar a menção à África do Sul como candidata a uma vaga permanente.

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A contradição ficou ainda mais forte em 2026: em janeiro, Rússia, China e Irã fizeram exercícios navais conjuntos. Em fevereiro, Irã atacou Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — os três, membros do BRICS.

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O problema não é diversidade de países e interesses — isso pode até tornar a cooperação mais representativa. A questão é depender do consenso absoluto quando há guerras, rivalidades regionais e prioridades tão diferentes na mesa.

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Nova Délhi conseguiu costurar um apelo por “máxima contenção” no Oriente Médio. Foi um ganho diplomático pontual. Mas a pergunta continua: o BRICS conseguirá transformar tamanho em capacidade real de agir junto?

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