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O pesquisador Mikatekiso Kubayi vê o BRICS ampliando a voz do Sul Global. Mas influência econômica real vai além de discursos? 🌍📈

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O BRICS está fortalecendo o peso do Sul Global na economia mundial, avalia o pesquisador sul-africano Mikatekiso Kubayi. 🌍📈 Mas a pergunta decisiva é: mais voz nas mesas globais vai virar mais renda, investimento e empregos nos países membros? 🧵

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Por décadas, regras de crédito, comércio e investimento foram ditadas sobretudo por economias ricas. O BRICS pode equilibrar essa conversa — mas como evitar que a promessa de multipolaridade fique restrita a governos e grandes grupos empresariais?

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Kubayi relaciona o bloco ao desenvolvimento econômico e à maior participação do Sul Global. Só que desenvolvimento não é apenas PIB: quem acessa infraestrutura, educação, tecnologia e financiamento quando novos acordos são fechados?

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Há uma oportunidade clara: ampliar comércio entre mercados emergentes, diversificar parceiros e reduzir dependências históricas. Mas diversificar relações basta se exportamos produtos básicos e importamos tecnologia de alto valor?

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O desafio também é financeiro. Se países do BRICS criarem alternativas para pagamentos e crédito, poderão ganhar margem de negociação. Porém, essas ferramentas terão regras transparentes e acesso para pequenas empresas — ou atenderão só gigantes?

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O protagonismo do Sul Global será mais sólido se vier com cadeias produtivas locais, qualificação profissional e investimentos responsáveis. Crescer a qualquer custo, ignorando trabalho digno e impactos ambientais, é desenvolvimento ou apenas repetição de velhos modelos?

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A tese de Kubayi provoca uma questão maior: o BRICS pode ajudar a redistribuir poder na economia global. Mas o teste não estará nos comunicados — estará em oportunidades concretas para populações que seguem fora das decisões e dos benefícios.

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