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Resumo em 10 segundos

🌐 A rede que sustenta a internet global passa pelo fundo do mar — e sua governança virou tema de segurança, direitos e interesse público.

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🌐 Cabos submarinos carregam a maior parte do tráfego internacional de dados — e a disputa por essa infraestrutura invisível ganhou peso geopolítico. Um debate entre ARTICLE 19 e Chatham House analisou quem controla, protege e regula essas redes. 🧵

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Apesar da imagem de uma internet “sem fronteiras”, a conexão global depende de centenas de cabos físicos instalados no fundo do oceano. Eles ligam continentes, sustentam comunicações, serviços financeiros, pesquisa, comércio e acesso a informações.

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O problema: a infraestrutura é vulnerável. Acidentes marítimos, âncoras, pesca, falhas técnicas e possíveis sabotagens podem interromper conexões. Quando um cabo é danificado, países e regiões com poucas rotas alternativas ficam mais expostos.

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O debate também envolve concentração de poder. Grandes empresas de tecnologia têm participação crescente no financiamento e na operação de cabos, enquanto governos ampliam preocupações com segurança nacional e soberania digital.

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Para ARTICLE 19, a governança não pode ficar restrita a interesses comerciais ou militares. Decisões sobre rotas, manutenção, acesso e resposta a interrupções afetam diretamente liberdade de expressão, privacidade e o direito à informação.

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A discussão aponta para mais transparência, cooperação internacional e regras públicas que reduzam riscos sem transformar a segurança dos cabos em pretexto para vigilância ou bloqueios. No fundo do mar, passa uma parte decisiva do futuro da internet aberta.

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