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Resumo em 10 segundos

Uma ação do MPF reacende uma ferida histórica de Barbacena e cobra reparação, memória e ética no ensino médico. 🧬

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O MPF acionou a Faculdade de Ciências Médicas de MG por suposta compra de cadáveres de pacientes do Hospital Colônia, em Barbacena, para aulas de anatomia entre 1971 e 1975. A denúncia fala em ao menos 105 corpos. 🧬🧵

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Não é só um caso jurídico: é uma discussão pesada sobre ética no ensino médico. Corpos de pessoas internadas compulsoriamente, muitas vezes abandonadas pela sociedade, teriam virado material de dissecção sem que sua dignidade fosse respeitada.

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Segundo o MPF, cada corpo era comercializado por 50 cruzeiros novos, valor que seria destinado à conservação e ao transporte. A ação também inclui o Estado de Minas Gerais e a União entre os responsáveis.

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O Hospital Colônia ficou marcado por violações brutais contra pessoas consideradas “indesejadas” — incluindo pobres, mães solteiras e perseguidos políticos. Estudar medicina não pode significar apagar quem essas pessoas foram.

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O MPF pede desculpas formais, preservação da memória, educação em direitos humanos e R$ 13,7 milhões por danos morais coletivos. A ideia é que reparação não fique só no papel: ela precisa entrar na formação de quem cuida de vidas.

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Outras instituições já reconheceram casos parecidos: UFMG e UFJF assumiram compromissos públicos de memória e reparação. A faculdade citada diz que cooperou com a apuração, ainda não conhece a ação e apresentará sua defesa no processo.

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A anatomia é fundamental para a medicina. Mas ciência de verdade anda junto com consentimento, transparência e respeito. Quando a história revela o contrário, lembrar não é olhar para trás: é impedir que a desumanização se repita.

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