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Resumo em 10 segundos

Leishmaniose visceral (calazar) segue como problema de saúde pública no Brasil. Entenda sinais, transmissão e como a ciência e políticas podem mudar isso 🦟🔎

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Leishmaniose visceral (o famoso calazar) ainda desafia a saúde pública: o Brasil está entre os seis países com maior carga da doença, segundo a OMS 🦟🧵

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O que é? É uma zoonose causada por protozoários do gênero Leishmania (no Brasil, principalmente L. infantum) transmitida por flebotomíneos — aqueles 'mosquitinhos' do entardecer. Cachorros são o principal reservatório; humanos podem desenvolver forma grave.

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Como se manifesta? Em humanos: febre prolongada, perda de peso, anemia e aumento do baço/fígado. Em cães: emagrecimento, queda de pelo, lesões na pele. Nem sempre é óbvio — diagnóstico atrasado é comum e aumenta risco de morte.

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Transmissão e contexto social: a doença cresceu em áreas urbanas por causa de desmatamento, expansão desordenada e condições precárias. Quem vive em bairros vulneráveis costuma ter menos acesso a diagnóstico e tratamento — um problema social além do médico.

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Diagnóstico e tratamento: existem testes rápidos (rK39), exames confirmatórios e medicamentos como antimoniais e anfotericina. O problema: alguns tratamentos são tóxicos, caros ou de difícil acesso. No lado animal, medidas como testagem e vacinas caninas variam por região.

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Prevenção e controle: manejo de criadouros, controle do mosquito, proteção individual, vacinação e manejo responsável de cães. Importante: proteger e capacitar agentes de controle e apostar numa abordagem One Health que integre humanos, animais e meio ambiente.

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Reflexão final: a leishmaniose é evitável, mas segue alimentada por falhas estruturais — pobreza, falta de acesso e investimento insuficiente em vigilância e pesquisa. Investir em saúde pública e acesso equitativo salva vidas — humanas e animais.

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