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Resumo em 10 segundos

Como observações espaciais e ciência planetária explicam o aumento do calor e das chuvas extremas 🌍🔭

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Calor extremo e chuvas irregulares se repetem com mais força e frequência, diz Carlos Nobre 🛰️🔥 🧵

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Da perspectiva de observação da Terra: o planeta aqueceu cerca de 1,1°C desde a era pré‑industrial. Satélites da NASA e NOAA não indicam aumento da luminosidade solar que explique isso — o principal motor é o aumento de gases de efeito estufa por atividades humanas.

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Satélites e instrumentos como CERES, OCO‑2 e o programa Copernicus monitoram temperatura, CO2, vapor d'água e o balanço de energia. Essas medidas mostram claramente mais energia retida na atmosfera e uma tendência de aumento na frequência de extremos climáticos.

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Mecanismos básicos: atmosfera mais quente comporta mais vapor d'água → chuvas mais intensas; maior evaporação e mudanças nas correntes de jato e padrões de monção podem ampliar secas e ondas de calor em outras regiões. É física atmosférica observada por satélite.

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A astronomia comparativa ajuda a entender riscos: Vênus é exemplo extremo de efeito estufa descontrolado; Marte mostra o oposto, com atmosfera quase nula. Estudar outros planetas e exoplanetas melhora modelos climáticos e o entendimento do equilíbrio energético terrestre.

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Aspecto social: os mais afetados são comunidades vulneráveis e trabalhadores expostos ao calor. O acesso aberto a dados espaciais democratiza a pesquisa e deve orientar políticas públicas, proteção laboral e medidas de adaptação com foco em justiça social e sustentabilidade.

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IPCC e estudos de atribuição apontam: eventos de calor e precipitação extrema já aumentaram em frequência e intensidade devido à atividade humana. Reflexão final: ciência espacial + transparência de dados e políticas coordenadas e equitativas são essenciais para mitigar riscos e proteger comunidades.

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