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🏥 A proposta pode evitar a repetição de exames já feitos fora da rede pública — mas ainda depende do Senado e de critérios técnicos do SUS.

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A Câmara aprovou uma proposta para que unidades do SUS possam aceitar exames feitos na rede privada. 🏥🧵 Na prática, a ideia é evitar que pacientes precisem repetir testes quando já têm um resultado válido em mãos.

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Mas atenção: não é uma aceitação automática de qualquer exame particular. O profissional de saúde ou a equipe responsável pelo paciente deverá avaliar se aquele resultado serve para o atendimento.

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Para entrar no prontuário e orientar decisões no SUS, o exame terá de cumprir prazo de validade, requisitos técnicos e padrões de qualidade definidos pela rede pública. Isso busca proteger o paciente de resultados inadequados ou desatualizados.

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Exemplo simples: alguém faz um exame de sangue ou imagem porque não conseguiu realizá-lo a tempo na rede pública. Se ele estiver dentro dos critérios, a equipe do SUS poderá usá-lo na consulta, sem exigir repetição desnecessária.

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Isso pode reduzir atrasos, deslocamentos e gastos para quem acabou pagando do próprio bolso. Porém, a medida não substitui o dever de investir na capacidade do SUS para ofertar exames com acesso universal e em tempo adequado.

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A proposta é o PL 1123/25, de Nikolas Ferreira (PL-MG), com texto do relator Rodrigo Valadares (PL-SE). No debate, também foi ressaltado que a regulação, a fiscalização e o controle técnico continuam sob responsabilidade do SUS.

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O projeto ainda seguirá para o Senado. Se avançar, o desafio será fazer a regra funcionar com segurança: aproveitar exames confiáveis, sem criar barreiras burocráticas e sem transformar a rede privada em pré-requisito para conseguir cuidado.

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