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Resumo em 10 segundos

Relatório mostra R$ 3,3 milhões pagos a gabinetes de deputados presos ou fora do país — número acende alerta sobre fiscalização e priorização de recursos públicos 🧾

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Câmara já gastou R$ 3,3 milhões com gabinetes de deputados presos ou fora do Brasil 🧾🧵 Em quase dois anos, recursos públicos custearam estrutura e pessoal de parlamentares que não registraram presença nas sessões. Veja a quebra dos números a seguir.

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Desdobramento dos gastos: cerca de R$ 1,9 milhão com Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), R$ 900 mil com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e R$ 300 mil com Carla Zambelli (PL-SP). Valores referem-se ao custeio do gabinete, segundo registros da Câmara.

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Situação institucional: Eduardo e Zambelli, embora impedidos de receber salário da Câmara por decisão judicial, mantêm o mandato e o gabinete ativo sem registrar presença. Brazão teve o mandato cassado em abril, após prisão preventiva e acusações graves.

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Maior parte do montante foi destinada ao custeio de gabinetes. Regra da Casa permite entre 5 e 25 assessores por deputado — despesa fixa que permanece mesmo diante da ausência do parlamentar. A questão expõe lacunas de controle sobre uso dos recursos.

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Reação política e proposta legislativa: governistas já apresentaram projeto contra o chamado "deputado home office" para restringir pagamento e funcionamento de gabinetes sem presença. Tema põe em debate transparência, accountability e limites legais.

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Impacto fiscal: R$ 3,3 milhões em quase dois anos equivalem a um gasto recorrente que poderia ser revisto com medidas de controle e melhor regulação. A pergunta técnica: como alinhar funcionamento do mandato com eficiência na alocação de recursos públicos?

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Reflexão final: R$ 3,3 milhões é mais que um número — é um teste sobre fiscalização e priorização do gasto público. Revisão de regras, transparência e mecanismos de controle são passos pragmáticos para reduzir distorções sem comprometer representação democrática.

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