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Só 7,5% das câmeras corporais estavam ativas durante vistorias — um alerta sobre transparência e gestão na segurança pública 📸⚖️

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MP-BA revela falhas no uso das câmeras corporais na Bahia: de 1.263 equipamentos distribuídos, só 7,5% (95) estavam em uso durante as vistorias. Recomendação pede correções à SSP e aos comandos das polícias 📸🧵

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A medida foi assinada pelo Geosp e pela 5ª Promotoria de Controle Externo, publicada no Diário de Justiça Eletrônico. Diligências em unidades da PM, Polícia Civil e DPT, nos últimos dois meses, mostraram subutilização e má gestão das CCOs.

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Era pra ser instrumento de transparência: registrar abordagens, proteger cidadãos e agentes, e produzir provas. Com apenas 95 câmeras efetivamente usadas, muito do potencial de responsabilidade e clareza nas investigações fica comprometido.

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O problema não é só tecnologia: há manutenção falha, protocolos insuficientes, falta de treinamento e resistência institucional. Sem condições de trabalho e capacitação, a ferramenta vira peça decorativa em vez de instrumento de justiça.

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Entre as recomendações estão: registros obrigatórios de ativação, manutenção programada, auditoria independente, protocolos claros para uso e proteção à privacidade. São passos práticos para que a câmera cumpra seu papel, respeitando direitos.

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Esse episódio entra num debate maior: câmeras podem reduzir impunidade, mas só com regulação, orçamento transparente e controle social. É preciso evitar concentração de poder e garantir que a tecnologia sirva à população, não ao arbítrio.

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Se câmeras prometem transparência, por que tantas estão desligadas? O desafio é político e de gestão: transformar equipamentos em políticas públicas efetivas. O MP mostrou as falhas — agora é hora da SSP e das polícias provarem compromisso com direitos e gestão responsável.

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