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Resumo em 10 segundos

Aos 162 anos, Campina Grande enfrenta o efeito de expandir para as bordas: mais deslocamentos, ruas pressionadas e a chance de redesenhar a mobilidade. 🚦🚌

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Campina Grande chega aos 162 anos com um desafio que todo motorista, passageiro e pedestre sente na prática: a cidade cresceu para os lados, e a mobilidade não acompanhou no mesmo ritmo. 🚦🧵

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O tamanho da mudança ajuda a entender o problema: a cidade, com cerca de 440 mil moradores, oficializou 254 novas ruas e cadastrou 629 novos CEPs em apenas quatro anos. Mais endereços significam mais trajetos diários.

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A expansão se concentra especialmente em Três Irmãs, Serrotão e Malvinas. São novos loteamentos e residenciais, predominantemente horizontais — ou seja, ocupando áreas mais distantes do centro e ampliando a dependência de deslocamentos.

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Por que isso pesa no trânsito? Quando moradia, trabalho, estudo e serviços ficam longe uns dos outros, cresce o número de viagens de carro, moto e ônibus. E a mesma avenida precisa atender todos os modais ao mesmo tempo.

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A pesquisadora Lívia Miranda, da UFCG, resume o nó: o sistema viário foi construído sem prever a atual frota. Sem espaço para faixas exclusivas de ônibus, ciclovias e circulação segura, tudo disputa a mesma pista.

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E Campina tem uma dinâmica própria: universidades como UFCG, UEPB e IFPB atraem milhares de estudantes e trabalhadores. Em períodos letivos, esses fluxos extras pressionam corredores, estacionamentos e o transporte coletivo.

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O novo Plano Diretor tenta mudar a lógica: incentivar crescimento vertical e maior concentração de moradores no centro e em bairros já consolidados. Bem planejado, isso pode aproximar pessoas de serviços e reduzir distâncias obrigatórias.

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Entre as respostas previstas estão semáforos inteligentes e passagens de nível para o VLT. Tecnologia ajuda, mas mobilidade eficiente depende também de ônibus confiável, caminhada segura e espaço para bicicletas. Cidade que encurta trajetos ganha tempo — e qualidade de vida.

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