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Resumo em 10 segundos

Entre benefícios reais e limites científicos, saiba quando a cannabis ajuda — e por que não é automagicamente a solução 🌿

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Cannabis medicinal ganhou espaço nas consultas e a ANVISA ampliou autorizações — o debate saiu da ideologia e foi pra clínica 🌿🧵

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Quando é indicada? Há evidência consistente pra dor crônica refratária, náuseas/vômitos por quimioterapia, espasticidade na esclerose múltipla e síndromes epilépticas graves (ex.: algumas formas tratadas com CBD). Mas nem tudo tem comprovação robusta.

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CBD ≠ THC. O CBD tende a não ser psicoativo e tem papel em epilepsias; o THC causa efeitos psicoativos e pode ajudar dor e apetite. Tem óleo, cápsula, spray e inalação — a via altera rapidez e duração do efeito.

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Riscos reais: adolescentes e gestantes são grupos vulneráveis; histórico de psicoses é contraindicação; pode haver dependência, prejuízo cognitivo no desenvolvimento e interações medicamentosas (via CYP450). Uso sem acompanhamento é arriscado.

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Por que acompanhamento importa: médico qualificado ajusta dose, monitora efeitos colaterais e interações, e orienta sobre formulação confiável. Produtos variam muito em pureza e concentração — controle de qualidade é fundamental.

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Além da ciência, tem a questão social: acesso deve ser democrático, com políticas públicas que evitem oligopólios e garantam subsídio quando indicado. Pesquisa precisa incluir populações diversas e proteger direitos de trabalhadores da cadeia produtiva.

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Resumo: a cannabis medicinal tem usos comprovados, mas também limites e riscos. Não é remédio milagroso. Procure informação científica, converse com seu médico e priorize acesso seguro e regulamentado — saúde é direito, não marketing.

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