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🌿 A trajetória de Carolina Nogueira mostra que conservar o Pantanal também é ouvir quem vive no ritmo de suas cheias e vazantes. 🧵

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🌿 Carolina Joana da Silva Nogueira (1951-2026) dedicou a vida a entender e proteger o Pantanal — sem separar natureza, ciência e as pessoas que vivem no bioma. Professora, pesquisadora e formadora de novas gerações. 🧵

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Para começar pelo básico: Carolina pesquisava limnologia, a ciência das águas continentais. Ela investiga rios, lagos, lagoas e seus organismos — essenciais para compreender um bioma guiado pelo pulso das cheias e vazantes.

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No Pantanal, a água não é apenas cenário. Quando os rios sobem e baixam, mudam a paisagem, a disponibilidade de alimento, a reprodução de espécies e a rotina das comunidades. Estudar esse ciclo é uma chave para conservar o bioma.

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Carolina defendia uma ideia hoje central na ciência ambiental: o Pantanal é também um território de pessoas, memórias e saberes. Por isso, orientou pesquisas sobre comunidades tradicionais e sua relação histórica com as águas.

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Nascida em Santo Antônio do Leverger (MT), ela fez mestrado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e doutorado em São Carlos. Depois, ajudou a fortalecer a pesquisa no próprio estado, como pró-reitora da Unemat.

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Sua atuação foi além do laboratório: presidiu o conselho da Reserva da Biosfera do Pantanal, ligada à Unesco, e participou do debate por leis que levassem a sério as particularidades ambientais e sociais da região.

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Ela também levava a ciência para dentro de casa e para o campo: filhos e estudantes acompanhavam aulas no Pantanal e na serra das Araras. Seu filho Pedro tornou-se biólogo, inspirado por essa convivência com a natureza.

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O legado de Carolina Nogueira lembra uma lição simples e poderosa: proteger o Pantanal exige dados, educação, políticas públicas e respeito a quem conhece seus ritmos há gerações. Ciência que escuta também conserva melhor.

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