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Resumo em 10 segundos

🚗♻️ Só 1,5% dos veículos em fim de vida têm destinação adequada no Brasil. A nova regra pode transformar sucata em empregos, peças e matéria-prima.

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O carro brasileiro terá de nascer pensando no seu fim de vida. 🚗♻️ A partir de janeiro, veículos leves deverão ser projetados para ter ao menos 80% da massa reutilizável ou reciclável. É uma virada necessária — e atrasada. 🧵

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O tamanho do gargalo impressiona: cerca de 2 milhões de veículos chegam ao fim da vida útil por ano no país, mas apenas 1,5% teria destinação adequada, segundo a ABCAR. O restante não é só sucata: pode virar contaminação, desperdício e mercado informal.

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A nova exigência também prevê que 85% da massa do veículo seja reutilizável ou recuperável. Na prática, montadoras e fornecedores terão de rever materiais, montagem, rastreabilidade e, sobretudo, o modo como os carros são desmontados.

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O problema não se resolve apenas com meta no papel. Sem desmontagem certificada, logística reversa, fiscalização e padrões técnicos, materiais valiosos continuam se perdendo. A ABCAR calcula R$ 14 bilhões em peças recuperáveis desperdiçados todos os anos.

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O Rio quer transformar esse passivo em cadeia produtiva: desmontar veículos, separar materiais e converter fibras e plásticos em novas matérias-primas. Com frota grande e indústria instalada, há oportunidade real de criar tecnologia e trabalho qualificado.

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O contraste está no plástico: em 2024, o Brasil reciclou 1,012 milhão de toneladas de resina pós-consumo, mas só 6,7% foi para o setor automotivo. Na Europa, carros novos terão de usar 15% de plástico reciclado em 2032 e 25% em 2036.

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Eletrificar a frota é essencial, mas não basta trocar o motor se o veículo inteiro segue sem circularidade. O teste agora é desenhar carros que possam ser reparados, desmontados e reaproveitados — com segurança, escala e responsabilidade ambiental.

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A disputa não é entre fabricar mais carros ou reciclar melhor. É sobre não aceitar que milhões de toneladas de materiais e bilhões em valor virem descarte. O automóvel do futuro precisa ser eficiente na estrada — e responsável depois dela.

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