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Resumo em 10 segundos

🩺 Um seminário na UFBA reuniu 500 pessoas e lançou seis propostas para enfrentar os nós históricos do SUS: falta de financiamento e avanço da privatização.

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A Carta de Salvador nasce com um alerta direto: o SUS é patrimônio do povo, mas continua pressionado por subfinanciamento e privatização. O documento, construído em seminário na UFBA, reúne 6 propostas para recolocar seu futuro em disputa. 🩺🧵

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Cerca de 500 pessoas participaram do encontro “Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS”, 40 anos após a 8ª Conferência Nacional de Saúde. Não foi só uma celebração histórica: foi uma tentativa de atualizar a Reforma Sanitária para desafios concretos do presente.

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O diagnóstico é conhecido — e justamente por isso não deveria ser normalizado. Quando o financiamento público fica aquém das necessidades, filas, falta de equipes e desigualdades territoriais crescem. A pergunta é: quem paga essa conta?

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A privatização também exige debate sem simplificações. A participação privada existe no sistema, mas não pode substituir a responsabilidade estatal nem transformar acesso à saúde em privilégio de quem pode pagar. Universalidade não combina com abandono público.

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A carta foi formulada por pesquisadores, trabalhadores, movimentos sociais e representantes da participação popular no SUS. Essa diversidade importa: políticas de saúde desenhadas sem ouvir quem usa e sustenta o sistema tendem a errar justamente onde a necessidade é maior.

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As seis propostas buscam pautar o debate nacional sobre saúde, em um contexto eleitoral e de pressão sobre direitos sociais. O ponto central é menos abstrato do que parece: defender o SUS é discutir orçamento, gestão, trabalho em saúde e acesso real no território.

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Quatro décadas após a 8ª Conferência, a Carta de Salvador lembra que o SUS não é uma obra acabada. Ele depende de escolha política contínua: financiar bem, reduzir desigualdades e impedir que a saúde pública vire apenas uma rede residual para quem não tem alternativa.

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