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Pacote de cortes atinge programas para estudantes migrantes e educação internacional, mas levanta uma disputa constitucional nos EUA. 🎓🌎

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A Casa Branca enviou ao Congresso um pacote para cancelar US$ 810 milhões em gastos, incluindo verbas para educação de estudantes migrantes e intercâmbio internacional. O ponto mais explosivo não é só o corte: é como ele está sendo feito. 🎓🌎🧵

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Pelo pacote, US$ 25 milhões seriam retirados dos Programas Especiais para Estudantes Migrantes. O Congresso havia destinado pouco mais de US$ 50 milhões ao programa — ou seja, o impacto pode atingir uma parcela relevante de uma rede já vulnerável.

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Também estão na lista US$ 70 milhões rotulados pela Casa Branca como “educação internacional woke”. Esses recursos financiam bolsas, pesquisa, formação docente e a vinda de estudantes e pesquisadores estrangeiros aos EUA.

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A crítica central: o governo usou uma “rescissão de bolso”. Pela regra, pode reter recursos por 45 dias enquanto o Congresso analisa o pedido. Mas, perto do fim do ano fiscal, o dinheiro expira antes de uma decisão legislativa efetiva.

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O órgão de auditoria do Congresso, o GAO, já afirmou que essa prática é ilegal: ela permite ao presidente não executar verbas que o próprio Congresso aprovou. Até a senadora republicana Susan Collins criticou a medida como violação da lei.

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Há uma disputa de narrativa. A Casa Branca diz combater desperdício e projetos ideológicos; críticos apontam que cortes genéricos, sem detalhar quais bolsas e instituições serão afetadas, reduzem transparência e podem punir alunos por sua origem ou tema de pesquisa.

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Educação migrante não é apenas uma linha orçamentária: envolve crianças e jovens tentando manter continuidade escolar em meio a deslocamentos. E educação internacional também é infraestrutura de ciência, idiomas e cooperação global. O teste agora é institucional: quem decide o destino do dinheiro público?

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