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Resumo em 10 segundos

📉 Da euforia do varejo digital à recuperação judicial: os fatores por trás do colapso de valor da BHIA3.

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Casas Bahia fechou a segunda-feira cotada a R$ 0,44, queda de 33,33% em um pregão, após pedir recuperação judicial. Em julho de 2020, quando ainda era Via Varejo (VVAR3), a ação chegou a R$ 529,25. O que explica essa destruição de valor? 📉🧵

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O pedido de reorganização protocolado no domingo informou dívida de R$ 17,3 bilhões. A empresa também registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. O mercado passou a precificar um risco muito maior para acionistas, que ficam atrás dos credores numa recuperação judicial.

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Em 2020, os juros estavam em níveis historicamente baixos, o consumo online avançava com a pandemia e havia expectativa de retomada econômica. O varejo digital foi reavaliado para cima — e a então VVAR3 saiu de cerca de R$ 100 para R$ 529,25 em poucos meses.

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A alta, porém, não se sustentou. Segundo Fernando Siqueira, da Eleven Financial Research, a companhia entrou tarde no comércio eletrônico e manteve uma operação muito concentrada em lojas físicas, estrutura que envolve custos elevados.

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Enquanto isso, concorrentes haviam acelerado antes no digital. Americanas e Submarino formaram a B2W; o Magazine Luiza intensificou investimentos em tecnologia a partir de 2015. A Via Varejo passou por fusões, separações e reestruturações que consumiram tempo e foco estratégico.

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O problema não foi apenas vender pela internet: era integrar estoque, logística, marketplace, dados e atendimento numa operação rentável. Com juros mais altos depois de 2020, empresas endividadas e dependentes de crédito passaram a enfrentar uma pressão financeira ainda maior.

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A recuperação judicial busca reorganizar dívidas e preservar a atividade, mas não elimina desafios operacionais. A Casas Bahia tem cerca de 28 mil credores, e o processo afeta fornecedores, trabalhadores, consumidores e investidores — mostrando o alcance econômico de uma grande varejista.

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De R$ 529,25 a R$ 0,44, a trajetória resume uma combinação de euforia em 2020, atraso digital, custos fixos altos, reestruturações e endividamento. Para o mercado, a lição é direta: crescimento sem execução financeira consistente raramente se sustenta.

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