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Dívidas gigantes, juros altos e milhões de pequenos negócios no vermelho: o crédito caro está virando um problemão na economia real. 📉

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Casas Bahia e Braskem, dois nomes gigantes, entraram na rota da renegociação de dívidas bilionárias — e isso acende um alerta bem além delas. 📉 A conta do crédito caro está chegando para empresas de todo porte. 🧵

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Segundo a reportagem, as Casas Bahia têm R$ 17,3 bilhões em dívidas. Já a Braskem busca repactuar um passivo em dólar equivalente a R$ 56,5 bilhões. Não é só “má gestão”: juros e financiamento pesam muito numa operação desse tamanho.

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O retrato ficou mais amplo: os pedidos de recuperação judicial teriam saltado de 3.823, no 2º trimestre de 2023, para 6.341 no mesmo período deste ano. Varejo, transporte, infraestrutura e agro aparecem nessa pressão.

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A trava principal atende pelo nome de crédito caro. Com a Selic em dois dígitos desde 2022, o custo do capital de giro chegou a 23%, segundo o texto. Para muita empresa, financiar estoque, folha e expansão vira uma corrida de obstáculos.

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E o efeito dominó é pesado: a inadimplência das empresas foi de 1,5% em 2020 para 4%. Bancos ficam mais cautelosos, emprestam menos e cobram mais. Quem tem menos caixa — principalmente pequenos negócios — costuma sofrer primeiro.

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A Serasa Experian estima 9,1 milhões de empresas inadimplentes no país; 8,6 milhões são micro ou pequenas. Por trás de cada CNPJ apertado tem empregos, fornecedores e famílias. Crédito mais acessível e regras bem desenhadas fazem diferença real.

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Recuperação judicial não é necessariamente fim de linha: pode preservar operação e postos de trabalho. Mas, quando até grandes grupos vão ao hospital financeiro, o sinal é claro: a economia precisa de crescimento com crédito viável — não só de números bonitos no papel.

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