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Resumo em 10 segundos

Polícia de SP usa ferramenta forense para extrair dados de celulares e PCs — a tecnologia pode virar chave no caso 🕵️‍♂️🔎

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São Paulo contratou um software israelense de R$ 11 milhões para investigar a morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior 🕵️‍♂️🇮🇱🧵 Ele foi encontrado seminu em um buraco no autódromo de Interlagos — agora a tecnologia entra na cena para buscar respostas.

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Quatro meses depois, o DHPP usa a ferramenta para extrair dados de ao menos 15 celulares e 3 computadores. Os aparelhos vieram da vítima, de um amigo, sete seguranças e dois produtores que o viram antes do desaparecimento — cada arquivo pode montar um novo pedaço da história.

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O software, conhecido por recuperar dados apagados, pode extrair conversas do WhatsApp, fotos, áudios, vídeos, histórico de navegação e até geolocalização com timestamps. Na prática, ele tenta reconstruir passos, encontros e horários que hoje só existem como puzzle digital.

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Na narrativa da investigação, isso importa porque pode confirmar um confronto ou um encadeamento de eventos: logs de localização, mensagens deletadas e backups podem apontar quem esteve onde e quando. Mas atenção: evidências digitais exigem cadeia de custódia e perícia rigorosa para serem válidas.

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Além da utilidade, a compra de R$ 11 milhões acende debates técnicos e éticos: dependência de fornecedores estrangeiros, concentração de mercado em ferramentas forenses e necessidade de transparência em contratos públicos. Tecnologia ajuda, mas também pede controle e responsabilidade.

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No fim, a história segue um fio duplo: a técnica capaz de reconstituir trajetórias e a obrigação de garantir direitos — privacidade, due process e fiscalização. A tecnologia pode trazer respostas, mas também exige que o Estado use esses recursos de forma transparente e justa.

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