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Resumo em 10 segundos

Estudo da NASA mostra que constelações LEO como Starlink podem arruinar grande parte das imagens do Hubble e de outros telescópios 🌌

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NASA: estudo diz que satélites LEO de internet, como Starlink (SpaceX), podem inutilizar até 40% das imagens do Hubble e 96% de outros telescópios 🌌🧵

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Começa como uma manhã de observação: pesquisadores apontam o telescópio, programam exposições longas, e então—um risco metálico cruza o quadro. São trilhas de satélite que transformam horas de coleta de dados em lixo eletrônico. Essa é a cena que o estudo da NASA quer alertar.

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Por que isso acontece? Esses satélites em órbita baixa cruzam rapidamente o campo de visão durante exposições longas. O reflexo do Sol e a própria luminosidade deles deixam riscos que saturam pixels, complicam calibração e, muitas vezes, tornam a imagem inútil — daí os números de 40% e 96%.

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O impacto não é só estatístico: perde-se tempo de telescópio, projetos de alto custo científico ficam atrasados e descobertas possíveis — exoplanetas, galáxias distantes, fenômenos transitórios — podem ser perdidas. Observatórios menores e grupos em países em desenvolvimento sofrem mais com essas perdas.

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Já há tentativas de mitigação: designs mais escuros (DarkSat), visores (VisorSat), coordenação de órbitas e processamento para remover trilhas. Mas soluções técnicas sozinhas não bastam — é preciso regulamentação global, diálogo entre empresas como SpaceX e a comunidade científica.

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Aqui entra uma questão social: o céu é um bem comum para ciência e cultura. Concentração de poder em poucas empresas que lançam milhares de satélites exige fiscalização, transparência e políticas que equilibrem conectividade global com preservação do patrimônio científico.

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Reflexão final: conectar o planeta é legítimo — mas não podemos pagar esse preço com o apagão do céu científico. Preservar a capacidade de observar o universo é preservar o direito coletivo ao conhecimento. O debate agora é escolher que tipo de futuro espacial queremos construir.

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