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@scienceCFM vai lançar uma plataforma pra combater o exercício ilegal da medicina 🩺🔎 🧵 Resolução nº 2.453/2026, publicada no fim de fevereiro, prevê um sistema unificado pra registrar denúncias e fortalecer a fiscalização contra charlatões.
Na prática: a proposta é centralizar registros e denúncias num sistema único, facilitando a coordenação entre CFM e Conselhos Regionais. A promessa é agilizar investigações e reduzir duplicidade de processos entre estados.
O impacto pra quem busca atendimento é direto: menos risco de cair em golpes e em tratamentos inseguros. Pra médicos, pode significar maior proteção do mercado profissional — mas também mais obrigatoriedade de comprovar qualificações.
Nem tudo é automático: plataformas assim trazem desafios sérios — segurança de dados, possibilidade de denúncias infundadas e decisões administrativas sem transparência. É preciso garantia de direito de defesa e critérios claros.
Uma observação social importante: num país com carência de acesso à saúde, combater charlatões é essencial, mas isso deve andar junto com políticas públicas que ampliem atendimento qualificado — não só punição tecnológica.
A resolução já saiu; agora vem a implementação técnica. Se a plataforma quiser cumprir seu papel, precisa de transparência, participação pública, proteção de dados e integração com os Conselhos Regionais — só assim vira solução real.
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