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Resumo em 10 segundos

Changan promete 1 km por segundo e 10→80% em 12 minutos — impressionante, mas o que isso significa de verdade? ⚡️🔋

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Sedã elétrico chinês recarrega mais rápido que muitos celulares ⚡️🧵 O Changan Nevo A06 promete 1 km de autonomia por segundo graças ao sistema 6C — uma taxa que indica quantas vezes a bateria pode ser carregada por hora. Vale checar os números por trás do brilho.

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O Nevo A06 terá baterias de 42,12 / 51,48 / 63,18 kWh e autonomia CLTC entre ~420 km e 630 km. A informação mais chamativa: a maior bateria vai de 10% a 80% em apenas 12 minutos. Esses são sinais de avanço em densidade e potência de carga — mas há condicionantes.

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CLTC é um ciclo otimista: números geralmente ficam menores em WLTP/EPA. E o "1 km por segundo" depende de curva de carga, temperatura e infraestrutura. Prometer velocidade é uma coisa; entregar em estrada, em favelas ou cidades pequenas, é outra.

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Comparação com celulares é sugestiva, mas enganosa: baterias de carro têm muito mais energia. Fazer 70% de uma 63 kWh em 12 min significa ~44 kWh transferidos — média de ~220 kW de potência. Precisa de carregadores de alta capacidade e gestão térmica robusta.

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No tabuleiro competitivo, BYD reduz preços de SUVs híbridos e a Caoa prepara SUVs Changan para o Brasil — pressão por preço e volume aumenta. Isso pode democratizar acesso aos elétricos, mas também exige atenção à cadeia (direitos trabalhistas, reciclagem de baterias).

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Impacto para políticas públicas: infraestrutura de recarga, padrões técnicos e regulação de qualidade e segurança precisam acompanhar. No Brasil, a chegada do Nevo A06 só faz sentido se vier com rede de recarga e políticas que evitem exclusão digital e energética.

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Reflexão final: os números (1 km/s, 10→80% em 12 min, ~220 kW médios) são impressionantes e forçam avanços. Mas não basta a velocidade — importa quem acessa, qual o custo ambiental real e se a regulação protegerá consumidores e trabalhadores. Estamos prontos?

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