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Pari Mokradi veio com sonhos, mas a busca por um emprego o transformou. Uma história sobre pertencimento, trabalho e identidade 🇨🇦🧵

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Pari Mokradi chegou ao Canadá cheio de esperança — diploma na mão, inglês afiado e planos concretos. Meses depois, sem conseguir emprego, começou a se sentir invisível. A história dele veio ao público pelo First Person da CBC. 🇨🇦🧵

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No começo havia campus iluminado, colegas de todo o mundo e promessas de futuro. Ele acreditou: estudar no exterior significava estabilidade. A realidade bateu com cartas de rejeição e pedidos de “experiência canadense” — um paradoxo que aparece para muitos imigrantes.

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Para pagar as contas, Pari aceitou empregos fora da sua formação. Turnos longos, salários baixos, olhares que lembravam que ali ele era sempre 'o estrangeiro'. A rotina corroeu autoestima e identidade — sentir-se invisível virou parte do dia a dia.

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Esse não é só um problema pessoal: há barreiras estruturais — reconhecimento de diplomas, redes de contato fechadas, processos de visto limitantes. Sem políticas que democratizem acesso e protejam trabalhadores, talento vira desperdício e sofrimento.

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A virada veio aos poucos: conversas com outros estudantes, grupos de apoio e relatos públicos. Dividir a história foi um passo para recuperar voz e entender que pertencimento não depende só de um contrato de trabalho — mas também de acolhimento e justiça.

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Pari ainda busca estabilidade, mas hoje entende sua jornada como resistência: um alerta para sociedades que atraem sonhos sem desmontar as barreiras. Que países que recebem talentos também os vejam, validem diplomas e cuidem da saúde mental. Uma reflexão que fica.

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