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Resumo em 10 segundos

🎬 Do Oakland de 1967 à Lagos contemporânea, o Chicago International Film Festival põe no centro vozes, afetos e desigualdades que o cinema nem sempre encara de frente.

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🎬 O Chicago International Film Festival destaca filmes que usam dramas íntimos para expor feridas coletivas: racismo, violência doméstica, classe e memória. De Oakland a Lagos, estas histórias perguntam quem pode falar — e quem é obrigado a se calar. 🧵

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Em “Liz Here Now”, Aunjanue Ellis-Taylor interpreta Liz, cuidadora negra na Oakland de 1967. Ela presencia violência grave contra crianças brancas e decide agir, mesmo sabendo que qualquer contato com a polícia pode colocar sua própria família sob suspeita.

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O ponto mais incômodo do filme parece estar na posição de Liz: esperam dela cuidado absoluto pelos filhos de uma família rica, mas não lhe reconhecem poder nem segurança para intervir. É um retrato das trabalhadoras domésticas cuja responsabilidade raramente virou voz.

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A escolha de 1967 importa. Oakland era um centro da luta por direitos civis e justiça racial nos EUA. Ao situar um drama familiar nesse cenário, o longa sugere que violência privada e desigualdade pública não são assuntos separados.

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Já “Clarissa” transporta o espírito de “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, para Lagos. Sophie Okonedo vive uma mulher da alta sociedade cuja festa de aniversário abre espaço para reencontros, desejos reprimidos e rachaduras em uma vida aparentemente impecável.

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Com David Oyelowo e Ayo Edebiri no elenco, “Clarissa” atravessa passado e presente, riqueza e invisibilidade social. A Lagos do filme não é apenas pano de fundo: é uma cidade marcada por contrastes, memória colonial e tensões que atingem vidas concretas.

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As sessões de “Liz Here Now” serão em 17 e 24 de outubro, com homenagem a Ellis-Taylor no dia 24. “Clarissa” será exibido em 20 e 21, com tributo a Okonedo no dia 20. Um festival ganha relevância quando amplia quem pode ser visto — e ouvido.

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