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Resumo em 10 segundos

A corrida tecnológica não se resume à IA: dados do ASPI mostram a escala do avanço chinês em ciência, energia e manufatura. ⚙️🌍

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A China já lidera a pesquisa em quase 90% das 74 tecnologias críticas monitoradas pelo ASPI — de energia nuclear e biologia sintética a pequenos satélites. O dado reposiciona a disputa tecnológica global muito além da IA. ⚙️🧵

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O Critical Technology Tracker, do Instituto Australiano de Política Estratégica, compara a capacidade de pesquisa da China e dos EUA em tecnologias atuais e emergentes. A atualização mais recente é de dezembro de 2025.

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A virada foi rápida: no início dos anos 2000, os EUA tinham vantagem em mais de 90% das áreas avaliadas. A China liderava em menos de 5%. Em cerca de 25 anos, o equilíbrio científico mudou de forma drástica.

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Há uma ressalva decisiva: o ranking mede pesquisas altamente citadas, não a capacidade de fabricar produtos em escala. Liderar artigos científicos não garante domínio industrial — motores a jato ainda são um desafio relevante para a China.

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Em energia limpa, porém, ciência e indústria já caminham juntas. Em 2024, investimentos chineses em renováveis, redes elétricas e armazenamento chegaram a quase US$ 1 trilhão.

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Os resultados aparecem na cadeia produtiva: a China fabrica cerca de 70% dos veículos elétricos do mundo, responde por 80% a 85% dos painéis solares e por mais de 75% da fabricação global de baterias.

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O caso da DJI ajuda a explicar essa escala. Fundada em Shenzhen em 2006, a empresa saiu de controles para entusiastas e lançou, em 2013, o Phantom 1 — drone pronto para voar por menos de US$ 700.

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A principal leitura não é que a disputa tecnológica acabou, mas que inovação depende de pesquisa, cadeias produtivas, infraestrutura e investimento de longo prazo. Na transição energética, essa combinação já está redesenhando o mercado global.

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