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Pequim quer conectar finanças, logística e identidade digital em uma rede blockchain estatal. Mas mantém as portas fechadas para o mercado cripto. 🇨🇳⛓️

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A China colocou uma data no calendário: até 2030, sua rede nacional de blockchain deve estar “essencialmente concluída”. 🇨🇳⛓️ Mas há uma reviravolta: a mesma China que aposta pesado na tecnologia continua proibindo criptomoedas. 🧵

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A história começa no 15º plano de informatização do país. A blockchain não aparece como projeto isolado: ela entra no mesmo pacote de 6G, computação avançada e expansão da conectividade nacional.

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O desenho é ambicioso: uma rede tronco central, hubs regionais conectados e serviços de identidade digital descentralizada. Em vez de blockchains públicas abertas, Pequim imagina uma infraestrutura coordenada e regulada pelo Estado.

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Cada região recebeu uma missão. No delta do Yangtzé, blockchain para comércio e finanças. Em Chengdu-Chongqing, indústria, agricultura e trocas comerciais. Em Pequim-Tianjin-Hebei, logística inteligente nos grandes aeroportos.

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Na Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau, o foco será inovação e fluxo transfronteiriço de dados. O desafio por trás disso é menos glamouroso, mas decisivo: criar padrões técnicos para sistemas diferentes conseguirem conversar.

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Aqui está a linha que separa blockchain de cripto na estratégia chinesa: desde 2021, transações e serviços financeiros ligados a criptomoedas são proibidos. O plano de 2030 reforça a infraestrutura, não reabre espaço para redes cripto públicas.

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A aposta vem acompanhada de metas: internet de 80,1% para 85% da população, 50 estações 5G por 10 mil habitantes e mais tráfego em IPv6 até 2030. A questão não é se blockchain terá escala na China — é quem controlará suas regras.

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