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Resumo em 10 segundos

🧪 A 2ª Feira InterCOCEN reuniu pesquisadores, escolas e público de 35 cidades para transformar curiosidade em pensamento crítico — num ambiente digital que premia boatos.

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Ciência como antídoto contra a desinformação? 🧪🧵 A 2ª Feira InterCOCEN, da Unicamp, levou pesquisadores e experimentos ao público em Campinas — e mostrou por que explicar evidências é tão importante quanto produzi-las.

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Realizada em 19 e 20 de setembro, a feira recebeu centenas de visitantes, incluindo excursões escolares de 35 cidades da região. A proposta era direta: permitir que crianças, jovens e adultos perguntassem, testassem e conversassem com quem pesquisa.

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No centro da programação estavam temas que circulam diariamente nas redes — mudanças climáticas, nutrição, biodiversidade e nanotecnologia. Mas há uma diferença decisiva entre consumir um vídeo e poder questionar o método, os dados e os limites de uma conclusão.

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Átila Iamarino participou com uma palestra sobre como se informar em tempos de desinformação. O ponto não é tratar a ciência como autoridade infalível: é entender que ela expõe métodos, revisa erros e muda de posição quando as evidências mudam.

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Esse detalhe importa. Algoritmos tendem a recompensar conteúdo emocional, simples e certeiro — justamente a embalagem ideal para boatos. A ciência, ao contrário, trabalha com incertezas, contexto e probabilidades. É menos instantânea, mas muito mais verificável.

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Feiras como a InterCOCEN enfrentam um gargalo real: conhecimento científico não pode ficar restrito a laboratórios, eventos pontuais ou a quem já teve acesso a uma boa educação. Aproximar universidade e escolas amplia repertório e autonomia intelectual.

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A pergunta é maior que uma feira: como levar essa conversa para além de Campinas e alcançar quem mais depende das redes para se informar? Divulgar ciência exige linguagem acessível, investimento contínuo e instituições públicas abertas à sociedade.

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Quando alguém aprende a perguntar “qual é a fonte?”, “como isso foi medido?” e “o que ainda não sabemos?”, ganha mais do que uma resposta: ganha ferramentas para não ser conduzido por qualquer narrativa. Esse talvez seja o experimento mais urgente.

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