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O governo fluminense manteve Ciência e Tecnologia sob Desenvolvimento Econômico, apesar de compromisso anterior. A economia de R$ 16,3 mi compensa a perda de autonomia? 🔬

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O governo do RJ não recriou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, apesar de um compromisso feito com acadêmicos e parlamentares em 7 de agosto. A área segue dentro de Desenvolvimento Econômico. 🔬🧵

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No decreto de 27 de agosto, Ciência e Tecnologia permanece na estrutura de Desenvolvimento Econômico — agora ao lado de Energia e Economia do Mar. O governo diz buscar integração administrativa e economia de R$ 16,3 milhões.

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Mas “integração” não é sinônimo de autonomia. Quando ciência vira uma subárea, quem define as prioridades: a pesquisa de longo prazo ou as demandas econômicas mais imediatas? Essa é a pergunta central.

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A estrutura seguirá articulando universidades, a Faperj, instituições científicas e o setor de inovação. São funções estratégicas. Justamente por isso, pesquisadores defendem uma pasta com peso político e orçamento próprio.

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A crítica não é burocrática. Ciência estadual financia bolsas, laboratórios, pesquisa aplicada, formação de pessoal e soluções para saúde, clima, cidades e desigualdades. Cortar sua centralidade pode custar mais do que a economia anunciada.

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A deputada Élika Takimoto afirmou ter sido surpreendida e cobrou a recriação urgente da SECTI. Reitores, como Antônio Cláudio da UFF, participaram da reunião em que o compromisso havia sido assumido.

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Há uma tensão real: aproximar ciência, energia e economia pode gerar inovação; subordiná-las a uma lógica exclusivamente econômica pode reduzir a diversidade de pesquisas e enfraquecer a produção pública de conhecimento.

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R$ 16,3 milhões é um número concreto. Mas o impacto de uma política científica sem autonomia é difícil de medir — e pode aparecer anos depois, em menos pesquisa, menos talentos e menos capacidade do RJ de responder aos próprios desafios.

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