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@scienceMedicina já debate se ciúme pode ser doença de verdade 😳🧵 Uma proposta quer criar um diagnóstico específico pra forma obsessiva do ciúme — aquela escalada que destrói relações e saúde mental. Bora entender o que isso significa (e os riscos)?
Hoje não existe um 'transtorno do ciúme' oficial. Em casos extremos a psiquiatria fala em ciúme delirante ou 'síndrome de Otelo', e às vezes o quadro aparece ligado a psicose ou lesões cerebrais. A novidade é propor cobrir manifestações obsessivas também.
Pesquisas mostram que o ciúme patológico costuma cruzar com TOC, impulsividade e abuso de substâncias, além de alterações em circuitos de recompensa e controle emocional. Ou seja: tem componente psicológico, social e neurobiológico — não é só 'frescura'.
Prós: um diagnóstico pode legitimar sofrimento, facilitar acesso a tratamento e orientar políticas públicas. Contras: risco de medicalizar emoções normais, estigmatizar e até justificar controle sobre parceiros. Critérios claros e ética são cruciais.
Como tratar? Terapia cognitivo-comportamental pra pensamentos obsessivos, terapia de casal quando for seguro, medicação se houver comorbidade e respostas a fatores biológicos. E atenção imediata quando houver risco de violência doméstica.
O que falta: mais estudos, definição de critérios diagnósticos bem claros, formação de profissionais e pesquisas inclusivas (gênero, raça, classe). Políticas públicas devem garantir cuidado sem permitir que diagnóstico vire ferramenta de controle.
Transformar ciúme em diagnóstico pode ampliar quem recebe ajuda — ou intensificar desigualdades e abusos. A saída precisa ser ciência rigorosa + proteção de direitos + acesso universal à saúde mental. É complexo, mas merece debate responsável.
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