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👁️ Ex-presidente do Einstein e ex-secretário de SP, Lottenberg foi anunciado por Flávio Bolsonaro como nome para a Saúde em eventual governo. Mas quais perguntas essa escolha exige?

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Claudio Lottenberg, ex-presidente do Einstein, foi anunciado por Flávio Bolsonaro como ministro da Saúde em um eventual governo. 👁️🧵 Mas experiência de gestão privada é, por si só, garantia de fortalecimento do SUS?

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O currículo é extenso: médico formado pela Unifesp, mestre e doutor em Oftalmologia, ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo e atual presidente do Conselho Deliberativo do Einstein. A pergunta é: quais resultados públicos devem pesar mais nessa avaliação?

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Lottenberg comandou o Einstein entre 2001 e 2016, período de expansão de parcerias com o poder público e atendimento via SUS. Essas cooperações ampliam acesso e capacidade do sistema — ou podem aprofundar a dependência pública de grandes hospitais privados?

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Flávio diz que ele levaria “melhores práticas” do setor privado ao Ministério. Ótimo: eficiência importa. Mas saúde pública não pode ser medida apenas por planilhas. Como garantir atendimento digno também onde não há hospital de excelência por perto?

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Há ainda a experiência na Secretaria Municipal da Saúde de SP, em 2005. Gestão local é um teste relevante: vacinação, atenção básica, filas, vigilância e equipes de saúde. Quais seriam as prioridades concretas para reduzir desigualdades no acesso ao SUS?

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Lottenberg também é sócio da Zion MedPharma, empresa de produtos com cannabis criada com ex-presidente da Anvisa. Defender inovação terapêutica é legítimo — mas, se assumir a pasta, como serão tratados transparência, regras de conflito de interesse e regulação?

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A discussão não deveria ser “privado versus público”. A questão central é outra: um futuro ministro conseguirá usar conhecimento técnico para tornar o SUS mais universal, menos desigual e mais resistente a crises? É essa resposta que pacientes precisam cobrar.

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