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A tal 'cocaína rosa' quase nunca é só cocaína e pode trazer risco alto de overdose. Explico o que tem nessa mistura e como reduzir danos 🚨

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Cocaína rosa: não é só uma variação da cocaína — é uma mistura imprevisível que pode conter MDMA, cetamina e até opioides potentes. Ganhou atenção em 2024 depois de um exame toxicológico parcial ligado ao caso do cantor Liam Payne. Vou explicar por que isso é perigoso 😬🧵

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O nome engana. Na prática a 'pink cocaine' raramente é cocaína pura. É mais comum encontrar MDMA (ecstasy), cetamina, 2C‑B e, em alguns lotes, opioides como o fentanil. Ou seja: composição aleatória = risco imprevisível.

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Como isso bate no corpo? MDMA aumenta pressão e temperatura; cetamina altera percepção e pode causar dissociação; opioides deprimem a respiração. Misturar estimulantes, dissociativos e opioides aumenta chance de arritmia, convulsão, síndrome serotoninérgica e OD.

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Principal problema: opioides escondidos. Eles elevam muito o risco de parada respiratória. Medidas práticas: usar reagentes para testar substâncias, não consumir sozinho, reduzir dose e evitar misturar com álcool ou benzodiazepínicos. Políticas que distribuam naloxona e kits de teste salvam vidas.

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Detecção e vigilância são complicadas porque o mercado muda rápido — novos análogos, impurezas e nomes de rua. Por isso é importante ter laboratórios, troca de informação entre serviços e acesso democrático a testagem e atendimento sem julgamento.

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Sinais de overdose: respiração lenta ou ausente, inconsciência, pupilas muito contraídas (opioides), convulsões, temperatura anormal. O que fazer: chamar emergência, naloxona se disponível, colocar em posição lateral de segurança e começar RCP se a pessoa parar de respirar.

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Reflexão final: a proliferação de misturas sintéticas mostra que criminalização e estigma não resolvem o problema. Informação, testagem acessível e políticas públicas de saúde voltadas para redução de danos são medidas urgentes pra evitar mortes.

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