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Resumo em 10 segundos

A Coinbase trouxe ao Brasil uma forma de render USDC sem prazo de trava. Mas, antes de tratar como CDB em dólar, entenda como funciona — e os riscos. 💵🔗

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A Coinbase começou a liberar no Brasil um “cofrinho” para USDC, a stablecoin pareada ao dólar. A promessa: rendimento de até 7% ao ano, com saque disponível sem período mínimo de bloqueio. 💵🔗🧵

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Primeiro, o básico: USDC é uma stablecoin — um criptoativo desenhado para acompanhar o valor de US$ 1. Portanto, o investimento não rende em reais: você fica exposto à variação do dólar frente ao real, além de receber juros em USDC.

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Como o dinheiro rende? Ao depositar USDC no DeFi Earn, a Coinbase direciona os recursos ao protocolo Morpho. Ele conecta pessoas e instituições que emprestam criptoativos a quem toma esses ativos emprestados, tudo registrado em blockchain.

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Os USDC entram em “cofres” de empréstimos e os juros pagos pelos tomadores formam o retorno. É parecido com guardar dinheiro em um cofrinho remunerado, mas a fonte do rendimento aqui é o mercado de crédito descentralizado — não o CDI.

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A taxa não é fixa nem garantida. A Coinbase cita rendimento de até 7,4% ao ano nos EUA e oferta total próxima de US$ 500 milhões no produto. No Brasil, o retorno pode subir ou cair conforme oferta e demanda por empréstimos de USDC.

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Também há riscos importantes: variação cambial, possíveis falhas em contratos inteligentes, risco do protocolo Morpho e riscos próprios da stablecoin. “Poder sacar quando quiser” não elimina essas exposições; liquidez e retorno dependem das condições do mercado.

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A iniciativa mostra a Coinbase querendo ir além da compra e venda de cripto no país, com planos envolvendo ativos tokenizados e commodities. Mas a ampliação da oferta ainda depende de regras claras — proteção ao investidor é tão essencial quanto inovação. No fim, 7% em dólar merece atenção; entender o risco merece ainda mais.

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