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Conflito continua expulsando famílias, enquanto milhões aguardam reparação estatal. A ajuda humanitária cobre o urgente — e tenta preservar caminhos para recomeçar. 🇨🇴

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🇨🇴 Mais de 10 milhões de pessoas foram afetadas pelo conflito armado na Colômbia — e 6 milhões ainda esperam compensação estatal por perdas como a moradia. No ritmo atual, a reparação total pode levar mais de seis décadas. 🧵

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O alerta é de órgãos de controle colombianos, citados pelo consórcio humanitário MIRE+. O país tem um dos mais ambiciosos marcos legais de reparação a deslocados, mas enfrenta uma contradição: precisa indenizar vítimas enquanto o conflito segue produzindo novas vítimas.

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Os números de 2025 mostram a dimensão do desafio: quase 400 mil novas pessoas deslocadas pelo conflito foram registradas. No mesmo período, cerca de 220 mil famílias receberam compensação estatal.

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A comparação não é direta — os dados usam pessoas em um caso e famílias no outro —, mas evidencia a pressão sobre o sistema. Enquanto novos deslocamentos ocorrem, cresce também a fila por reparação, moradia e condições para reconstruir a vida.

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Em regiões remotas sob presença de grupos armados, organizações humanitárias atuam quando há combates, ameaças, assassinatos ou recrutamento de crianças. A resposta inclui água potável, abrigo, alimentação, saúde, higiene, educação emergencial e transferência de renda.

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A ajuda não substitui a responsabilidade do Estado pela reparação. Mas reduz danos imediatos e ajuda a criar condições para soluções duradouras: retorno seguro à escola, regularização de terras e recuperação de meios de subsistência nas comunidades.

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A crise colombiana mostra por que assistência internacional contínua importa: ela salva vidas no curto prazo e mantém abertas possibilidades de futuro para famílias deslocadas. Sem segurança, recursos públicos suficientes e proteção territorial, a espera tende a se renovar geração após geração.

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