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Resumo em 10 segundos

🧠🍽️ Um estudo da USP testou 11 semanas de mindful eating e encontrou melhora na relação com a comida e com o próprio corpo.

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🧠🍽️ Comer com atenção plena pode ajudar universitários com sintomas de compulsão alimentar: um estudo da USP encontrou redução desses sintomas e melhora na relação com o corpo após uma intervenção online de 11 semanas. 🧵

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Primeiro, vale separar as coisas: compulsão alimentar não é “falta de força de vontade”. Emoções como ansiedade, tristeza e preocupação podem influenciar a alimentação e favorecer episódios de comer de modo automático, com sensação de perda de controle.

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O que é comer com atenção plena? É observar a refeição no presente: fome, saciedade, sabores, pensamentos e emoções. A ideia não é criar mais regras alimentares, mas perceber melhor o que o corpo comunica antes, durante e depois de comer.

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Na pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), universitários foram divididos em 3 grupos: um fez mindful eating online; outro recebeu orientações de alimentação saudável; e o terceiro não participou das atividades.

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O programa teve 11 encontros semanais pela internet. Ao fim do estudo, 64 estudantes completaram todas as etapas. Entre quem participou do mindful eating, os sintomas de compulsão diminuíram e o chamado “comer intuitivo” melhorou.

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Comer intuitivo é reconhecer sinais internos — como fome e saciedade — sem deixar que dietas rígidas, culpa ou emoções decidam sozinhas quando e quanto comer. Isso não substitui acompanhamento profissional, mas pode ser uma ferramenta complementar.

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Também houve melhora na atenção plena e na apreciação corporal. Um detalhe importante: o estudo não identificou mudança no consumo de álcool, mostrando que os efeitos observados foram específicos e não uma transformação automática de todos os hábitos.

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É um ensaio clínico promissor, mas os próprios pesquisadores pedem cautela: novos estudos precisam confirmar os resultados. Ainda assim, ampliar o acesso universitário a cuidado em saúde mental e nutrição baseada em evidências pode fazer diferença real.

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