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🥘 Um projeto no Senado propõe levar excedentes de alimentos, ainda próprios para consumo, a quem mais precisa. A ideia é simples — mas exige logística, fiscalização e política pública.

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O Brasil joga fora cerca de 46 milhões de toneladas de comida por ano, enquanto 6,48 milhões de pessoas vivem insegurança alimentar grave. 🥘 O Senado recebeu um projeto para conectar esses dois lados dessa conta absurda 🧵

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É o Programa Prato Farto, proposto pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA), no PL 2.615/2026. A ideia: alimentos excedentes, mas ainda seguros para consumo, poderiam ir para bancos de alimentos, cozinhas comunitárias e instituições de acolhimento.

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Na prática, o governo poderia fazer acordos com produtores rurais, supermercados, centrais de abastecimento, bares, restaurantes e indústrias. Não é sobre distribuir comida “de qualquer jeito”: o texto exige respeito às normas sanitárias.

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O ponto central é bem direto: fome não se resolve só produzindo mais. Muitas vezes, o alimento já existe, mas falta logística, rede de coleta, armazenamento e distribuição para ele chegar a quem precisa.

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O projeto prevê fiscalização pelo SUAS e pelo Sisan, com rastreabilidade e transparência. Isso importa porque doação de alimentos precisa ser política pública bem organizada — segura para quem recebe e clara para quem participa.

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As empresas participantes ganhariam um selo federal de “empresa parceira da cidadania”. Mas não haverá isenção de impostos nem abatimento tributário. O financiamento viria do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e de doações voluntárias.

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Segundo os dados citados na proposta, a insegurança alimentar grave caiu de 33 milhões de pessoas em 2020 para 6,48 milhões em 2024. É avanço, claro. Mas, com tanta comida indo para o descarte, ainda é difícil aceitar que alguém precise pular refeição.

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