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Resumo em 10 segundos

De uma agricultora em Roraima à Política Nacional de Assistência Farmacêutica: entenda por que acesso a medicamento também é conquista coletiva. 💊🇧🇷

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Remédio gratuito no posto de saúde não surgiu por acaso. 💊🧵 A história da agricultora Jacízia de Melo, que trata a hipertensão pelo SUS há cerca de 20 anos, ajuda a explicar uma conquista coletiva: a participação popular nas conferências de saúde.

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Jacízía descobriu a hipertensão durante uma visita médica ao assentamento onde trabalhava, em Cantá (RR). Recebeu a prescrição e passou a retirar o medicamento mensalmente, sem custo, na rede pública. Para doenças crônicas, continuidade do tratamento é fundamental.

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Mas nem sempre foi assim. Antes do SUS, o acesso público a medicamentos era fragmentado e, muitas vezes, dependia de vínculo formal de trabalho. Quem ficava de fora precisava pagar do próprio bolso ou recorrer à caridade.

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Nos anos 1980 e 1990, a antiga Central de Medicamentos (Ceme) acumulou denúncias de desperdício, má gestão e corrupção. Ao mesmo tempo, não havia genéricos, e preços nas farmácias eram fortemente influenciados por grandes laboratórios.

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As conferências nacionais de saúde mudaram a lógica: usuários, trabalhadores, gestores e movimentos sociais passaram a levar problemas reais dos territórios e transformá-los em propostas para políticas públicas.

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Desse processo vieram avanços como a Lei dos Genéricos, mais recursos para a assistência farmacêutica e a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Na prática, isso ajuda o SUS a organizar seleção, compra, distribuição e orientação sobre remédios.

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A lição é direta: acesso a medicamento não é só ter uma caixa disponível. É garantir diagnóstico, prescrição adequada, estoque regular e informação para uso seguro — independentemente de renda, endereço ou emprego formal.

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Quando a população participa das decisões em saúde, necessidades antes invisíveis podem virar direitos concretos. O SUS é mais forte quando escuta quem depende dele todos os dias. 🇧🇷

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