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⚡ O setor elétrico brasileiro está transformando emissões evitadas em uma nova frente de negócios — e o mercado regulado pode mudar a escala desse jogo.

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⚡ As elétricas brasileiras encontraram uma nova extensão para o negócio de energia: vender créditos de carbono. Ainda é uma receita complementar, mas o avanço do mercado regulado pode transformar essa frente em peça estratégica. 🧵

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A lógica nasceu da própria matriz elétrica do país: cerca de 85% dela vem de fontes renováveis. Quando projetos evitam emissões, essa redução pode ser convertida em créditos negociáveis — ativos que empresas compram para compensar parte de sua pegada.

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Na Auren Energia, a virada começou em 2022, com uma área dedicada que depois se integrou à comercialização. Desde então, a empresa vendeu 8 milhões de créditos para clientes de mais de 20 países.

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A ambição é ser um “one-stop-shop”: o cliente compra energia e, no mesmo pacote, créditos para compensar emissões. A empresa também criou o Carbonless, plataforma que abre esse mercado para pequenos negócios e pessoas físicas.

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Mas os créditos mais disputados não vêm apenas de megawatts renováveis. A Auren desenvolve um projeto na bacia do rio Tietê: até 2.795 hectares restaurados e até 5,6 milhões de árvores plantadas. Impacto ambiental mensurável tende a elevar o valor do ativo.

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A Axia Energia também chega com histórico: comercializou mais de 12 milhões de créditos entre 2013 e 2026. Hoje, créditos ligados a renováveis giram em torno de US$ 1 a US$ 3 — valor que pode ganhar outra dimensão com regras claras e demanda regulada.

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O próximo capítulo atende pela sigla SBCE, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. Ao impor metas e permitir negociações, ele pode dar escala ao mercado. O desafio será garantir critérios rigorosos: crédito precisa representar redução real, verificável e duradoura.

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