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Resumo em 10 segundos

Investigação do MP-SP mostra como líderes foragidos continuaram lucrando com esquema ligado ao mercado de carbono 🕵️‍♂️🌱

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Beto Louco e Primo seguiram faturando após 'Carbono Oculto', aponta MP‑SP 🔍🧵 Dois líderes foragidos, uma rede que não parou — e um mercado de carbono usado como fachada. Vou contar como essa história começou, quem saiu ganhando e quem ficou pagando a conta.

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A trama começou com empresas de fachada e créditos de carbono que, segundo o MP‑SP, não refletiam redução real de emissões. Contratos forjados e transferências entre laranjas mantiveram o fluxo de caixa mesmo após a operação policial.

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Mohamad 'Primo' e Roberto 'Beto Louco' eram o nó dessa rede. Foragidos desde agosto de 2025, dizem ter seguido controlando negócios por meio de intermediários. É um retrato de como o poder concentrado encontra brechas para seguir lucrando.

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O impacto não é só financeiro: a confiança no mercado de carbono sai abalada, projetos que poderiam beneficiar comunidades ficam sem recursos e trabalhadores ficam expostos. O MP‑SP busca bloqueio de bens e rastreamento de recursos para reverter prejuízos.

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Essa investigação deixa um recado político claro: sem transparência e regulação forte, mecanismos de sustentabilidade viram oportunidade para crime. Defender o clima passa também por proteger comunidades, direitos trabalhistas e abrir os dados do mercado.

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Enquanto a Justiça persegue sinais na contabilidade, a pergunta que fica é política e social: como reconstruir confiança num sistema que deveria combater emissões — e não enriquecer criminosos? A resposta exige leis mais firmes, fiscalização independente e participação cidadã.

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