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📱 Uma nova identidade conservadora avança nas urnas: mulheres com discurso antifeminista convertem milhões de seguidores em capital político. 🧵

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Quase 2 milhões de votos aos 23 anos, após campanha com o slogan “a maior inimiga das feministas de São Paulo”. 📱🗳️ A eleição de Eduarda Campopiano (PL-SP) expõe uma força política que cresceu nas redes — e chegou às urnas em escala recorde. 🧵

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A história não começa em Praia Grande. Em Santa Catarina, Ana Campagnolo (PL) se tornou, segundo a reportagem, a deputada estadual mais votada da história do estado, com 387 mil votos. As duas reúnem milhões de seguidores e um discurso conservador bem definido.

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O ponto central é que não se trata de ausência de mulheres na política. É uma disputa sobre qual representação feminina ganha voz: Campopiano e Campagnolo usam a identidade de mulher para questionar pautas históricas do feminismo.

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Para a cientista política Tatiana Vargas-Maia, da UFRGS, o antifeminismo passou a funcionar como senha de uma “nova identidade política”: família tradicional, oposição ao aborto e rejeição ao que esse campo chama de “ideologia de gênero”.

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O fenômeno não é só brasileiro. Discursos semelhantes avançaram nos EUA, Espanha, Portugal e Chile. As redes reduzem a distância entre influencer e candidata: linguagem direta, conflito constante e uma comunidade que pode virar base eleitoral.

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Mas o eleitorado feminino não é um bloco único. Num país em que mulheres chefiavam metade dos lares, segundo o IBGE citado pela reportagem, segurança, renda, creche, educação e cuidado com crianças com deficiência pesam de formas diferentes em cada território.

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A eleição mostra que ampliar a presença feminina, por si só, não encerra o debate sobre igualdade. A democracia também depende de políticas públicas que respondam à vida concreta das mulheres — com diversidade de vozes, direitos e acesso real a serviços essenciais.

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