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🐄 Uma pesquisa aponta brechas na rastreabilidade: fazendas na “Lista Suja” podem manter animais nas cadeias de carne e couro por meio de intermediários.

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🐄 Gado de fazendas ligadas a trabalho escravo pode continuar chegando às cadeias de carne e couro no Brasil — e ao mercado internacional — por meio de propriedades intermediárias, aponta nova pesquisa. 🧵

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O foco é a “Lista Suja”, cadastro público do governo brasileiro que reúne empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

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Grandes frigoríficos assumiram compromissos de não comprar diretamente de pecuaristas presentes na Lista Suja. O problema, segundo o estudo, está na palavra “diretamente”.

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Na prática, animais podem ser transferidos para uma fazenda intermediária antes da venda ao frigorífico. A etapa final parece regular, mas a origem anterior — onde houve violação trabalhista — fica fora do controle.

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Essa operação é conhecida como “lavagem de gado”. Ela expõe uma limitação da rastreabilidade baseada apenas no fornecedor direto, sem acompanhamento individual do animal por toda a sua vida.

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A brecha afeta compromissos socioambientais e dificulta escolhas informadas de consumidores, compradores e investidores. Também reduz a eficácia de uma política pública criada para dar transparência e coibir o trabalho escravo.

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O estudo reforça a necessidade de rastreabilidade integral, fiscalização e regras que alcancem fornecedores indiretos. Sem isso, um animal pode mudar de fazenda — mas o risco de violação de direitos segue dentro da cadeia.

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